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Sophia

 

Sophia

Sophia

É com uma tristeza que não cabe no mundo que eu preciso contar que a Sophia nos deixou ontem pela manhã.

A pior noite da nossa vida de casados começou com um simples banho. Nós ainda estamos arrumando as coisas no apartamento novo (nos mudamos na quinta-feira).
Então, lá pela 1h da manhã, eu fui tomar banho pra ir dormir.
Antes disso, chamei o Meelo e a Sophia pra área de serviço e dei comida pra eles.

Enquanto eu tomava banho, o gás vazou do junker. Assim que terminei o banho, fui pra área de serviço fechar o gás.
Encontrei os dois desacordados no chão, de boca aberta e com os olhos vidrados, pupilas completamente dilatadas. Elas tinham vomitado e feito cocô no chão mesmo.

Eles ainda respiravam com muuuuuita dificuldade.
Abri a janela, coloquei os dois na janela. O Meelo logo começou a respirar ofegantemente, e seguir os movimentos com os olhos.
Mas a nossa Fifiazinha não se recuperou. Levamos os dois imediatamente pra uma clínica veterinária.
O Meelo já chegou lá consciente, ainda que muito assustado.

O veterinário deu soro pra ela, enquanto ela aquecia num cobertor.
Lá por umas 3h da manhã, ela dormia mais tranquilamente. Nós voltamos pra casa, com a recomendação de manter ela aquecida até as 10h da manhã. Se ela não melhorasse, ele iria dar soro novamente pra ela.
Passei a noite do lado dela. Umas 7h da manhã a Simone levantou e eu fui tentar dormir.
Às 9 da manhã ela me chamou por que a Sophia estava respirando com muita dificuldade.
Ela estava novamente com as pupilas dilatadas, respirando com muito esforço.
Nós seguramos ela, conversamos com ela até umas 9 e meia, quando ela gritou, teve uns quatro ou cinco espasmos, e aí o nosso anjinho respirou pela última vez.

Ela morou dois anos e meio com a gente… embora ela normalmente se escondesse quando chegava alguma visita, com a gente ela era sempre muito afetuosa e confiante. Foi sempre uma excelente companhia. Sempre disposta a dar e receber carinho, e com um coração enorme, que não guardava rancor da gente, mesmo que depois de ter dado banho nela (ela tinha pavor do banho).
Nós ainda estamos tentando acreditar que aquela bolotinha branca que já começava a se aventurar pela casa nova, na mesma noite, nunca mais vai correr pela casa, perseguindo  um rato imaginário, sacudindo o rabo de alegria e excitação!
Essas são as duas últimas fotos que eu tirei dela.

Numa delas, eu estava trabalhando em pleno final de semana, madrugada adentro, no frio enorme, e a Sophia “cuidou” de mim o tempo todo.

Nós nunca vamos esquecer a nossa branquinha.

 

You’re beautiful my love, when I close my eyes / You’re beautiful my love, under heaven’s skies.

 

Sophia

*2005 +2008

A Sophia me cuidando enquanto eu tirava uma soneca

A Sophia me cuidando enquanto eu tirava uma soneca

Chegou!

O Holy Ghost Building chegou!

Ainda estou no comecinho, e mal posso esperar pra pegar o carro e escutar o CD em alto e bom som.

Quem quiser, pode escutar duas ou três músicas no MySpace do 77′s.

 

Keep Your Lamps Trimmed And Burning!

Escola do Rock

Depois de ter assistido ao filme “Escola do Rock” , aquele do Jack Black, muito interessante pra quem gosta de rock, decidi que estava na hora de expandir meus horizontes musicais — em direção ao passado.

Em alguns meses, ajudado por promoções em várias lojas diferentes e pelo eBay, consegui comprar todos os albuns de estúdio do Led Zeppelin, mais alguns adicionais. Nunca houve, nem nunca haverá outra banda como o Led Zeppelin. Os álbuns foram gravados entre o fim dos anos 60 e o início dos anos 80. A sonoridade é absolutamente incrível! Tem gravações de 76 (o ano em que eu nasci) que soam melhores que muita coisa gravada hoje em dia. Eu acabei por descobrir o motivo que sempre me fez gostar bastante do 77′s: o Mike Roe mergulhou fundo no poço do LZ.

Além disso, comprei alguns outros clássicos: Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, Exile On Main Street, do Rolling Stones, London Calling do The Clash, e Never Mind The Bollocks, do Sex Pistols.

Tenho que admitir que o álbum que eu menos gostei de todos esses foi aquele que é considerado por muitos a obra-prima dos Beatles — e deixou o Brian Wilson totó da cabeça. É bom, mas eu esperava bem mais. Até agora o que mais gostei foi do Exile On Main Street, muito bom (e outra fonte do MR).

Ah, outro que eu comprei recentemente, também com desconto, foi o Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd. Gostei mais do que do que qualquer coisa que eles gravaram nos anos 80, incluindo The Wall.

Próximos “alvos”: alguma coisa dos Ramones, do Pink Floyd dos anos 60, do The Who e muito preferencialmente dos Yardbirds.

Das coisas mais modernas, andei comprando Nirvana e vários Foo Fighters, e o Back To Black, da Amy Winehouse. Quero conseguir o Elephant, do White Stripes, e o Is This It do The Strokes.

Se alguém quiser me dar algum CD de presente, sinta-se à vontade.

Até a próxima.

PS: pra quem gostou de Delirious?, detesto ser o porta-voz de más notícias, mas a banda anunciou que encerra as atividades no final do tour do “Kingdom Of Comfort”.

PS2: E o meu HGB ainda não chegou, um grande agradecimento aos grevistas dos Correios.

Last.fm

Quer saber o que eu ando escutando ultimamente?

É só espiar aqui.

O last.fm é um site bem interessante: precisa baixar o software deles, que vai monitorar as músicas escutadas em players no computador (ou até iPods), e enviar essas informações para o site.
Baseado nas músicas que foram escutadas, ele identifica “vizinhos” que também escutaram aquelas músicas e exibe outras músicas que os “vizinhos” também escutam.
Quem quiser um convite, avisa nos comentários que eu faço o convite.

Holy Ghost Building

Buenas!

A minha banda favorita, a melhor banda de todos tempos da qual ninguém ouviu falar, 77′s (Seventy Sevens), está com um álbum novo:

Novo álbum do 77\'s

 

Algumas músicas estão disponíveis no MySpace da banda e da Lo-Fidelity.

Claro que já encomendei. Deve chegar lá pela metade de Julho, difícil vai ser esperar até lá.

 

Assim que chegar, falo mais sobre o álbum.

 

Sempre apoiando a música independente,

Eliézer M de Campos

Work

Nas últimas semanas escutei “Work” do Jars Of Clay várias vezes. Além de ser um daqueles rocks que grudam na cabeça e mexem com as entranhas, a música tem algumas frases que sempre me chamam a atenção.

Pra ler a letra completa, clique aqui. A tradução completa está aqui.

A música começa assim:

Just in case, I will leave my things packed
So I can run away

I cannot trust these voices I don’t have a line of prospects that can give some kind of peace
There is nothing left to cling to that can bring me sweet release
I have no fear of drowning
It’s the breathing that’s taking all this work
Do you know what I mean when I say, “I don’t want to be alone”?
What I mean when I say, “I don’t want to be alone”

(…)

Não tenho certeza absoluta do que a música quer dizer, mas tenho a impressão de que ela fala da pressão da vida contemporânea, dessa ansiedade por TER coisas que nos tragam segurança (ou, como diz a música, algum tipo de paz). O que incomoda o autor, não é o medo de se afogar: afinal, todo esse esforço é só pra “respirar”. Parece-me que ele faz uma brincadeirinha aqui… eu me afogo sem ar, mas, no final das contas, estou me afogando nesse esforço todo, simplesmente para poder respirar.

E daí vem o ponto alto da música: você entende o que quero dizer quando digo que não quero ficar sozinho?

Tanto esforço na busca incessante por segurança, acaba nos sufocando; cansados e sem ar, nos sentimos completamente sós! Daí a vontade de fugir de tudo… por precaução, é melhor deixar as malas prontas…

On the brink of this destruction, on the eve of bittersweet
Now all the demons look like prophets and I’m living out
Every word they speak, every word they speak

À beira da destruição, às vésperas da amargura, nós perdemos o rumo, e o que está errado nos parece certo, e nós confundimos as ovelhas com os lobos, e os demônios parecem profetas, e acabamos seguindo o conselho errado.

Você entende o que quero dizer quando digo que não quero ficar sozinho?

Quando caminhamos sozinhos, nós acabamos perdendo o rumo. É fácil escutar a voz errada, é fácil tropeçar. Quando caminhamos em comunidade, as vozes erradas continuam lá, as pedras onde tropeçamos também. Mas temos quem nos tome a mão, quem nos ajude a levantar do chão, e quem nos chame de volta ao caminho certo, quando olhando para o lado errado.

P’ra terminar, uma frase de um dos meus autores prediletos, Henri Nouwen:

A vida com compaixão é a vida em que acreditamos que a força se esconde na fraqueza, e que a verdadeira comunidade é uma comunhão entre os fracos.

Até a próxima.

PS: Feliz Aniversário pro Geziel…

Rota Panorâmica (O Retorno)

Buenas!

Aqui estou eu, tentando MAIS UMA VEZ manter um blog atualizado. Verdade que não gostei muito das interfaces dos blogs anteriores, mas a preguiça contribuiu mais do que as interfaces de qualidade questionável. O WordPress parece ser interessante, amigável, o site fica com uma cara boa, mas já ‘tô vendo que p’ra implementar algumas mudanças bem básicas (alterar o CSS) eu teria que marchar com $$$. Hum. Vamos ver.

Algumas idéias para manter mais atualizado. Quero escolher uma “letra da semana” e sempre comentar um trecho, nem que sejam somente duas linhas.

A primeira fica para a próxima semana.

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